Também já havia publicado esta no meu facebook no dia 25 de Outubro de 2011...
Poderia passar a noite relacionando filmes focados nos triângulos amorosos. Cenários, épocas, personagens e casualidades são as mais diversas. Admite-se cenas picantes para os pseudolibertários, um jovem casal lá com um belo par de olhos e dentes perfeitos para os adolescentes apaixonados, a introspecção e diálogos expansivos do cine nouveau dos “filmes de autor” (...) Cada um ...com suas particularidades, mas todos iguais em um aspecto. O corolário da luxúria é quase sempre um (a) parceiro (a) bestializado. Um néscio, um narciso, arrogantes e inconspícuos. Ora escravos do trabalho, outras péssimos amantes, ali conservadores, horrendos, sujos. Por fim, merecedores do destino atroz proferido por seus/suas algozes ex-amantes. Por que quem é traído deve, necessariamente ser o Judas? A resposta é simples. Chegamos ao nosso limite moral. Poucos se arriscam nessa empreitada. Largar o mocinho por um desejo carnal? Nunca!!! Haverá ele (a) de ser demonializado antes do ato. Haverá ainda de ser purificado o próprio ato. Padres sem batinas, assim que esses cineastas devem ser rotulados. Na história real são os (as) escrotos (as), perniciosos e austeros que nos fascinam. Pois aquela alma que nos domina é mais forte e nos transporta a reboque pelo seu caminho da imortalidade. Da vida que somos tão desejosos. Poucos são os filmes que se arriscaram nessa seara (excluindo os pornôs). Poucas são as Ninas do Drácula de Bram Stoker, As Lucys de Beleza Roubada do corajoso Bertolucci com velhos moribundos ardendo por uma ninfeta, e as Teresinhas de Chico. Oxalá aquelas por quem sofri de amores não tenham partido por ser eu um anti-herói, parco de virtudes como esses comedores de macarrão de “cartas para Julieta”!!!
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